O Holocausto

Por entre as sombras dos escombros dos prédios e construções destroçados, um caminhão vagava sorrateiro, feito um rato que, entre migalhas, busca o seu alimento. O dia ainda estava por amanhecer, e o céu mostrava aquele azul indefinido entre manhã e noite, o que era ideal pra que a grande carreta vagasse apenas com a lanterna acionada, e as luzes de dentro apagadas, de maneira que não se via quem estava dirigindo. Cuidadosamente o caminhão trafegava tentando ser o mais sorrateiro possível. Ao lado, as cicatrizes da guerra sem fim: escombros e destroços de prédios que esbanjaram, um dia, luxo e esplendor. Vagando pela rua, o caminhão fez uma conversão a direita e entrou num beco que parecia sem saída. Passou por diversos prédios caídos até que a rua declina-se, e então entrou na esquerda. À frente da viela, um edifício tombado era segurado por outro que ainda estava insistentemente em pé, um dos poucos. O caminhão passou por debaixo do prédio tombado e, logo ao sair da sombra, ...