Deus na parábola do juiz injusto

E aí, caro leitor, tudo bem? Terça-feira da semana passada foi um dia que choveu muito, mas muito mesmo aqui na minha região. Interessante observar que, uma semana depois, o sol brilha sem dar qualquer sinal da chuva que caía sobre nós sete dias antes. Enfim, acontece que era dia de culto doméstico na minha igreja, e poucas pessoas puderam comparecer nesse culto devido as chuvas.

Ainda assim, foi um culto muito gostoso. Ele aconteceu na sala da casa dos meus pais e foi um momento de comunhão próxima e de muito aprendizado na Palavra. Esta reflexão nasceu da palavra ministrada naquela noite. Meu irmão, pastor Dir, pregou com base na parábola do juiz iníquo e, enquanto ele ministrava, um pensamento interessante fixou-se na minha mente e no meu coração.

Nessa parábola contada por Jesus, existe um juiz tão ímpio que Cristo afirma que ele não temia nem os homens e nem a Deus. Imagina existir uma pessoa assim, que se sinta tão grande que não tenha temor de nenhum outro homem e também não teria temor de Deus. Enquanto isso, uma pobre viúva clamava a ele todos os dias para que ele julgasse sua causa e, de tanto ela insistir, o juiz decidiu julgar sua causa. Ele não julgou por querer fazer algo bom, mas apenas para se livrar da insistência [por que não dizer chatice?] da viúva.

Então, Jesus conclui:

“E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles?” Lucas 18:7 (ACF)

Sabe o que me parece quando Jesus diz isso? Parece que Jesus está querendo nos ensinar que Deus é completamente diferente da figura do tal juiz. Me parece que Jesus usou esse juiz de exemplo exatamente para mostrar um contraponto, uma figura completamente estranha ao que sabemos que Deus é.

Observe comigo: a parábola diz que o juiz não temia a Deus, não respeitava os homens e Jesus conclui o chamando de injusto, porém não é assim que o nosso Deus é. Nosso Deus é perfeito, Ele criou os homens com amor e ainda é completamente justo. Agora, pense comigo: como seria ter de servir a um Deus que fosse como aquele juiz? Você acha que seria bom? Mas não precisamos temer isso porque nosso Deus é maravilhoso. Aleluia!

E se nosso Deus é completamente diferente daquele juiz, então podemos ter confiança em clamar e buscar por Ele, porque Ele nos responderá. Essa é a conclusão lógica que qualquer pessoa teria, e é essa mesma conclusão que Jesus chega no versículo acima.

Portanto, há muito poder na oração!

Nós não clamamos a um Deus injusto, que nos despreza ou não se importa com nossas vidas. Não clamamos a um Deus que nos responde apenas para nós paremos de “torrar a sua paciência”, como é o caso daquele juiz. Não! Nós clamamos a um Deus que é bom, misericordioso, justo e que se compadece de nós. Aleluia!

É verdade que às vezes parece que Deus não nos ouve, porque parece que Ele está demorando a nos responder, o próprio Jesus admite isso na parábola quando diz: “ainda que tardio para com eles”. Porém, nós devemos lutar contra esse sentimento e perseverar clamando, confiando naquilo que a Palavra de Deus diz.

Eu tenho visto várias respostas de Deus na minha vida, de coisas que tenho apresentado a Deus em oração. Eu sou uma prova viva de que Deus responde. Te convido a reanimar sua fé e continuar clamando. A resposta de Deus virá e, quando isso acontecer, você irá ficar tão maravilhado quanto eu fiquei quando percebi que Deus havia me respondido.

Continue clamando.

Continue crendo.

Há muito poder na oração, pois ela é destinada a um Deus bom.

Deus abençoe.
Denian Martini

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