O maior inimigo da Igreja dos últimos dias
E aí, caro leitor, tudo bem? Ontem tivemos mais um Culto de Bênção na Igreja, e a mensagem falou a respeito de estarmos vigilantes e preparados para a volta de Jesus, que pode acontecer a qualquer momento [pode acontecer enquanto eu escrevo esse texto e, nesse caso, ele sequer seria publicado. Ou seja, se você está lendo isso, quer dizer que Cristo ainda não voltou].
Acontece que quando a mensagem a respeito de nos prepararmos para a volta do Senhor, geralmente o foco é sempre o mesmo: precisamos estar em santidade. Afinal de contas, sem santidade ninguém verá o Senhor (Hb 12:14) e se não estivermos com as vestes adequadas, como poderemos comparecer às bodas do Cordeiro (Mt 22:11-13)?
Outros, quando vão falar da preparação a respeito da volta de Cristo, focam em estarmos cheios do Espírito Santo, baseando-se na parábola das dez virgens (Mt 25:1-13). Quem não tiver a reserva do Espírito não poderá subir com o noivo.
Note, todos esses ensinamentos são corretos, devemos estar atentos a todas essas coisas. Porém, tem um outro inimigo muito ardiloso que ameaça a Igreja dos últimos dias de maneira sorrateira, e eu não vejo absolutamente ninguém falar dele quando fala da volta de Cristo.
Ainda me lembro quando, há uns dois anos atrás, eu me deparei com o versículo que denunciava esse inimigo, e eu fiquei extremente surpreso. Sempre esteve ali. Sempre esteve na Bíblia, mas poucas vezes damos atenção a ele. Na ocasião, eu pude estar pregando na Igreja sobre isso, e agora senti a necessidade de trazer esse ensino para cá.
Certa vez, Jesus foi instigado por seus discípulos para ensinar a respeito do cumprimento das profecias e dos últimos dias. Cristo, então, profetizou sobre o que deveria de acontecer nos últimos tempos, falou de tragédias, desgraças, da vinda do anti-Cristo. Enfim. Profetizou sobre esse tempo em que vivemos hoje [sim, vivemos os últimos dias. Se vocês tiverem dúvidas sobre isso, posso preparar um texto apontando porque eu tenho convicção disso diante da Bíblia].
Então, Jesus exortou Seus discípulos a vigiarem para estarem prontos para esse Grande e Terrível dia. E nessa exortação, Jesus falou:
“E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia.” Lucas 21:34 (ACF)
Glutonaria e embriaguez já são coisas com as quais a Igreja se preocupa. Tenho certeza que em qualquer pregação onde o foco seja a santidade, o pregado irá dizer que precisamos nos abster da embriaguez, que precisamos levar uma vida de piedade e temor, nos afastando de festas imorais e ambientes que sejam de devassidão.
Agora, e quanto aos cuidados da vida? Você já viu alguém pregar que as preocupações desta vida podem nos impedir de estarmos prontos para a vinda do Senhor? Você já viu algum pregador destacar que a ansiedade em pagar as contas, ou a preocupação com o mês seguinte são inimigos de quem quer estar preparado para a vinda de Jesus? Não, certo? Eu também não. Mas é exatamente isso que Cristo está nos ensinando.
E quer saber de mais? Esse tem sido sim o principal inimigo da Igreja dos últimos dias, sabe por quê? Porque muitas vezes não faltamos aos cultos para irmos a uma festa indecente, ou porque temos comprado cerveja escondido para bebermos sem que ninguém descubra, mas muitas vezes faltamos porque estamos cansados demais do nosso trabalho. E por que trabalhamos tanto? Será que não é porque nos preocupamos com esta vida? Com nossa casa? Nosso carro? Nossas contas?
Tenho visto uma Igreja que anda extremante cansada, cabisbaixa, aflita, porque tem deixado as preocupações desta vida tomar conta de seu coração e não tem confiado que Deus irá cuidar dela. Tenho visto uma Igreja que corre para lá e para cá para trabalhar, para se sustentar, para garantir o pão, e nisso tem comprometido sua vida com Deus.
Tenho visto isso não apenas na minha comunidade local, mas também tenho percebido que essa é uma situação que tem acometido a Igreja de um modo geral, em outras denominações, em outras cidades. Pessoas preocupadas, “tenho que trabalhar”, “tenho que ganhar o meu”, mas que nisso não tem dedicado todo o seu amor amor e suas vidas ao Salvador.
“ E olhai por vós”, orientou Jesus. Eu convido você que está lendo esse texto nessa hora: olhe por você. Como anda seu coração? Ele confia que, mesmo em meio às adversidades da vida, o Pai irá cuidar de tudo? Ou será que ele tem sido um coração que está sempre aflito, sempre temeroso, sempre instável?
E como anda sua vida com Deus? Você se dedica à oração, ao conhecimento da Palavra de Deus, a uma vida de piedade e de serviço à Igreja com a mesma intensidade com que se dedica à sua carreira? À ganhar mais dinheiro para ter uma casa ainda maior? À trocar o seu carro por um modelo mais novo?
Como anda seu coração. Preste atenção. Olhe por você.
Às vezes estamos desanimados e reclamamos que parece que as coisas não são mais tão boas quanto antes, sem percebermos que quem mudou fomos nós, que antes dedicávamos nossa vida ao SENHOR com todo nosso coração, mas hoje Deus tornou-se apenas mais um compromisso em uma agenda abarrotada de outras coisas. E pior: Deus é sempre aquele compromisso que podemos desmarcar caso algo saia do controle.
“Qualquer coisa eu não oro hoje”.
“Qualquer coisa eu deixo para ler a Bíblia amanhã”.
“Estejam sempre atentos e orem para que vocês possam escapar de tudo o que está para acontecer e possam estar em pé diante do Filho do homem.” Lucas 21:36 (NVI)



Comentários
Postar um comentário