Festa no céu

Foi de repente, como num abrir e fechar de olhos. Foi como se um estrondo magnífico começasse lá ao longe e, como uma daquelas “ôlas” de campo de futebol, fosse indo cada vez mais e mais longe. Foi um estrondo silencioso; foi uma alegria imensa que começou no trono e foi se espalhando até que tomasse todo o céu. - Alegrai-vos! Alegrai-vos – foi o bradar que fora dado. A Voz ecoava por toda a Eternidade. Então foram vistos anjos e mais anjos que dançavam pelos céus dos céus; com suas vestes colossais e brilhantes cortavam a imensidão, de um lado ao outro. Miríades e miríades dos exércitos celestiais sincronizados proporcionavam a todos um espetáculo a parte. Elas se reuniam em batalhões, de fileiras incontáveis, em colunas de seis e, algumas vezes, de cinco. Exércitos sem fim. Duas dessas miríades, de repente, pareceram que colidiriam nos ares. Foram de encontro a toda a velocidade, uma com a outra e, ao se aproximarem mais e mais, antes que se encontrassem a toda a força, ...